Não maltrate os animais! São também filhos de Deus e irmãos nossos, menores, que não adquiriram a faculdade do raciocínio abstracto. Mas são amigos que precisam de nossa ajuda e carinho.... Não lhes imponha trabalhos demais. Alimente-os bem. Trate-os em suas enfermidades. Faça com essas criaturas de Deus, que dependem de você, o mesmo que você gosta de receber dos Anjos do Bem
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domingo, 10 de março de 2013
Família amigos dos animais - Brasil: Abolição para os pássaros cativos...Artigo.
Família amigos dos animais - Brasil: Abolição para os pássaros cativos...Artigo.: Entraves jurídicos, políticos e econômicos para a Abolição dos pássaros cativos brasileiros A criação amadorista de Passeriformes te...
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Invadir casa para socorrer animal é permitido.
Posted: 21 Jan 2013 10:19 AM PST
CONDUTA ANTE MAUS-TRATOS
Invadir um domicílio para socorrer animais é legal?
O
direito que nos assiste quando expressamos o nosso inconformismo com o
crime é o mesmo que se transforma em dever da autoridade pública em
averiguá-lo, pois o cidadão espera dos órgãos de governo a proteção
necessária contra o crime e a violência.
Muitas
pessoas já sentiram tristeza e indignação quando ouviram o cão do
vizinho uivando ou latindo, ou o miado do gato abandonado, expressando
solidão, fome, angústia, dor e desespero pelas crueldades sofridas.
No
último final de ano, um gato preso entre a janela e a rede de proteção
de um apartamento no 15º andar do Edifício Paquita, em Higienópolis,
região central da capital paulista, sem água e sem comida, chamou a
atenção da mídia e ganhou destaque nos principais jornais e grandes
portais de Internet. A foto do gato foi publicada, pela primeira vez, no
início da tarde do dia 1° de janeiro, pelo estadao.com.br. Foram feitos pedidos de socorro ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, sem êxito.
O
síndico do prédio, sabendo que os responsáves pelo gato abandonado
viajaram para o Rio de Janeiro, sentiu-se na obrigação de invadir o
asilo inviolável para prestar socorro ao animal. As pessoas que se
preocupam com o bem-estar dos animais sentiram-se vitoriosas.
A
Constituição Brasileira declara, no seu artigo 5º, XI, que “a casa é
asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre,
ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
Nada
existe no nosso ordenamento jurídico que nos leve a entender que esta
norma tenha por destino a prestação de socorro, exclusivamente, ao
animal humano. Não tem fundamento e é arbitrária qualquer restrição ao
texto constitucional, pois o próprio artigo 225, §1º, inciso VII, afirma
incumbir ao Poder Público a vedação das práticas que submetam os
animais à crueldade.
“Todos
têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações” e que “para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas,
na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade”.
Deixar
um animal sem água e sem comida, preso entre a janela e a rede de
proteção de um apartamento, durante vários dias, é submetê-lo à
crueldade, é condená-lo à morte, é crime. De que maneira poderá o Poder
Público, em obediência à Constituição, proteger este animal ou vedar a
submissão dele à crueldade ou à morte sem socorrê-lo? É dever do Poder
Público, fazendo uso de uma das exceções constitucionais ao princípio da
inviolabilidade do domicílio, prestar socorro imediato ao animal.
Devemos
lembrar, ainda, que o Código Penal, em seu artigo 150, §3º, inciso II,
afirma “não constituir crime a entrada ou permanência em casa alheia ou
em suas dependências, a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum
crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser”.
Algumas
providências acautelatórias devem ser tomadas para que não venha a ser
configurada a violação de domicílio. Em companhia de duas testemunhas,
abra a porta da casa com um chaveiro e, depois da prestação do socorro,
feche-a. No próprio local, lavre um termo descrevendo as condições em
que se encontrava o animal, assine e colha as demais assinaturas.
Comunique
o ocorrido na circunscrição policial e leve o animal para ser atendido e
examinado numa clínica veterinária. “Manter-se inerte diante de um ato
de maus-tratos é conduta moralmente censurável, que só faz crescer a
audácia do malfeitor”, conforme nos faz lembrar o brilhante Promotor de
Justiça de São José dos Campos – São Paulo, Laerte Fernando Levai, em
sua obra Direito dos Animais.
Antonio Carlos Fernandes - Advogado, economista e pós-graduando em psicopedagogia social.
Fonte: Painel Notícias
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Café mais caro do mundo guarda traços de crueldade animal
Posted: 20 Nov 2012 11:54 AM PST
Produção do Kopi Luwak, bebida feita a partir das fezes de um mamífero chamado civeta, tem forçado os animais a uma situação debilitante, revela reportagem do The Guardian
Da Revista Exame | Quanto vale um café produzido a partir de fezes e doses de crueldade animal? A pergunta, que parece de mau gosto, tem seu porquê. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira, o café Kopi Luwak, dono da fama de mais caro do mundo, pode esconder maus-tratos aos animais.
Isso porque a produção da bebida – feita na Indonésia a partir das fezes de um mamífero chamado civeta – tem forçado os animais a uma situação debilitante e que vem sendo denunciada por grupos de proteção aos animais.
De acordo com o jornal, o aumento da procura por esse café raro tem levado os produtores a confinar os civets em jaulas e alimentá-los compulsoriamente a fim de garantir uma produção “em massa” dos grãos gourmet. Os grãos de café são extraídos das fezes do civeta e higienizados, conferindo um sabor suave e caramilizado, segundo seus apreciadores. Nos EUA, o preço do quilo pode passar de mil reais.
Não para aí. Grupos conservacionistas ouvidos pelo jornal disseram que algumas espécies em extinção do animal estão sendo submetidas a esse tratamento, como o binturong, considerado “vulnerável” pela IUCN. “Os civetes são retirados do meio natural e têm de suportar condições horríveis. Eles lutam para ficar juntos, mas são separados e têm de suportar uma dieta muito pobre em gaiolas muito pequenas”, denucia ao jornal Chris Shepherd, da Ong Traffic.
O Guardian visitou uma loja de café na ilha de Sumatra, onde um civet fêmea era mantido em uma jaula apertada na parte de trás das instalações. Sua prole de dois jovens foram separados dela. Outra 20 gaiolas estavam dispostas sobre telhado da loja, longe dos olhos do visitante comum
A preocupação com o bem estar dos animais já soa o alarme entre grandes conhecedores da bebida. Em outubro, o especialista em café Oliver Strand, que escreve para o New York Times, afirmou em uma entrevista à NPR: “O problema é que ele [café] se tornou um bem de luxo tão desejado que os produtores começaram a enjaular os animais e alimentá-los com grãos que não estão maduros”. E resume: “Há um mercado ‘fetichizado’ para o café que tem incentivado práticas menos éticas”.
domingo, 7 de outubro de 2012
BIÓLOGOS AVISAM SOBRE A SAÚDE DO BEIJA-FLOR.
|
ESSA FOTO FOI TIRADA NO PARQUE DAS ÁGUAS EM S.LOURENÇO - MG,
É UM ESPETÁCULO, PARECE UM CHUMAÇO DE ALGODÃO DE TÃO LEVE..
Saúde do Beija-flor
É comum quando gostamos de pássaros,
|
especialmente beija-flores,
colocarmos-lhes água com açúcar
nos bebedouros.
Entretanto saibam que
ISSO MATA O BICHINHO.Deixem- me explicar melhor: o açúcar em contato com a água forma um fungo que traz doença, semelhante ao câncer, no
biquinho do beija- flor A saída é comprar Thrill ou assemelhados, como o Néctar que é vendido nos supermercados e que já vêm adoçados sem adição de açúcar, garantindo, desta forma, a saúde do bichinho! O pacote custa R$ 6,70 e dura 2 ou 3 semanas dependendo da quantidade de bebedouros que você tiver. Além do mais você pode deixar a solução lá por 5 dias sem problemas, enquanto que a água com açúcar tem que ser trocada diariamente, e o bebedouro deve ser fervido e muito bem limpo para não matar o beija- flor.
O mais impressionante é que (quase) NINGUÉM SABE disso, então, por favor, divulguem a informação pois é muito triste sabermos que as pessoas que gostam de cuidar dos beija-flores podem acabar provocando suas mortes e nunca vão saber que eles morreram com o "veneno" que lhes demos com tanta boa vontade.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Se ver um animal acorrentado, imprima esta carta.
Protetor - Se ver um animal acorrentado, imprima esta carta.
Querido "dono",
Consegui que escrevessem esta carta por mim. Nem sabes a alegria que
sinto por poder comunicar contigo. Todos os dias, desde aquele dia longínquo
em que me colocaste a corrente no pescoço e me prendeste neste espaço, eu
sonho que venha me visitar e fazer festinhas como me fazias quando eu era um
bebê. Eu sonho que venhas conversar comigo, não entendo muito bem o que me
dizes, mas nem imaginas como adoro ouvir o som da tua voz!
Eu sei que fiz algo de errado, senão certamente não me terias colocado aqui.
Desculpa! Não quero ser exigente mas começa a doer ter esta corrente atada
ao meu pescoço. Às vezes tenho o pescoço dormente, e outras vezes tenho
muito comichão e nem consigo coçar! Sinto o seu peso todos os dias, o peso
da solidão que me prende.
Tenho vontade de esticar as pernas e correr...e como eu gostava de poder
fazer isso contigo! Adorava que me atirasses umas bolas, aí eu podia
mostrar-te como sou rápido a correr e como as trazia rapidamente. Gostava de
poder ver o que tu vês, o mundo lá fora é muito grande? E existem outros
como eu?
Ás vezes tenho sede e alguma fome mas eu aguento em silêncio porque sei que
assim que poder virá dar-me comida e água, sei que fazes o que podes, eu não
quero incomodar, mas sabes, por vezes gostava de ter um pouco da tua
companhia.
Sei que talvez alguém te tenha dito que eu não tenho sentimentos, mas olha
que é mentira! Nem imaginas quanta alegria sinto quando alguém me toca ou se
dirige a mim. Nem sabes quanta tristeza e solidão pesa em mim nas longas
horas que não vejo ninguém. Nem sabes o medo que por vezes sinto no Inverno
aqui sozinho, e tenho tanta vontade de estar perto de ti.
No outro dia passaram aqui umas pessoas estranhas e puseram-se a olhar cá
para dentro e a apontar para mim, riam e atiravam umas pedras na minha
direção. Queriam vir fazer-te mal. Acertaram-me com uma na pata e ontem não
consegui levantar-me , mas eu afuguentei-as logo com o meu ladrar. Eu não
quero que ninguém te venha fazer mal…e não quero que te zangues comigo, eu
prometo fazer melhor por ti.
Eu sou o teu amigo mais fiel, nunca te irei trair, não guardo rancor, e não
tiro nunca o lugar de ninguém, será que tens mais amigos assim no teu mundo?
Só queria um pouco mais da tua atenção e amor, uma cama quente no inverno,
um local fresco no verão e o teu cheiro a entrar-me nas narinas todos os
dias, seguido de um sorriso e uma festa no meu velho lombo.
Eu sei que um dia tu irás chegar aqui e tirar a corrente, e dar-me tudo
isto, até lá eu fico quieto á espera. Só não demores muito meu "dono",
porque estou a ficar velho e começo a ver e ouvir mal. Faltam-me forças e
não quero ir, sem viver um pouco contigo.
Do teu melhor amigo...'seu' cão...
http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com.br
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
MIDWAY - A FILM BY CHRIS JORDAN
O
pequeno vídeo (3m 55s) mostra uma ilha
situada em pleno Oceano Pacífico a 2.000 km de toda as costa.
Nesta ilha, sem qualquer habitante humano, nada há, além de aves,
e no entanto, observem bem o que se passa.
Mesmo sem dominar a lingua Inglesa, as cenas dizem tudo... como o
ser humano "contribui" pela "sobrevivencia" da natureza.
situada em pleno Oceano Pacífico a 2.000 km de toda as costa.
Nesta ilha, sem qualquer habitante humano, nada há, além de aves,
e no entanto, observem bem o que se passa.
Mesmo sem dominar a lingua Inglesa, as cenas dizem tudo... como o
ser humano "contribui" pela "sobrevivencia" da natureza.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Neurocientistas de todo o mundo assinam manifesto reconhecendo consciência dos animais
Da Veja
|Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar
manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos,
aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode
impactar a sociedade.
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência”, diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência?
Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.
É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.
Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.
Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.
Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais?
É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.
As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?
Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.
O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?
Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência”, diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência?
Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.
É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.
Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.
Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.
Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais?
É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.
As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?
Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.
O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?
Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Lavrador sobe 150m em montanha a pé e resgata cadela isolada há 40 dias
Cachorro chegou a 110 metros de altura, segundo os bombeiros (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
A cadela que estava há cerca de 40 dias no topo de um paredão
rochoso, na cidade de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foi
retirado do local por um morador que resolveu subir a montanha a pé. O
Corpo de Bombeiros tentou três vezes o resgate, uma delas durou mais de
cinco horas, sem sucesso. O animal foi retirado na segunda-feira (30) e,
nesta quarta-feira (1°), foi levado ao veterinário.O morador Dário de Jesus, que subiu a montanha, contou a ajuda de um colega, que ficou ao solo. A ação ocorreu tendo como suporte e segurança uma corda. “A gente ficou contente, né, ela naquele sofrimento ali”, conta. A montanha tem cerca de 150 metros de altura e o animal estava em área a cerca de 40 metros do topo.
Na clínica, a veterinária avaliou a saúde da cadela, que está sendo hidratada com soro e ficará em observação até se restabelecer. “Pelo sofrimento daquela cachorrinha é o mesmo de nós estarmos sofrendo aqui também. A gente viu o sofrimento dela. Hoje nos sentimos muito alegre de ver já resgatada aquela cachorrinha”, conta o produtor rural Abel Alves, que participou da iniciativa.
No dia 19 de julho, os sete bombeiros que subiram a montanha na operação que durou mais de cinco horas foram surpreendidos porque o cachorro se afastou da equipe no momento em que um dos militares conseguiu descer de rapel até o ponto onde o animal estava. O local é de difícil acesso. A primeira tentativa ocorreu no dia 18, mas choveu e o resgate foi cancelado.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Universidades canadenses abandonam o uso de animais nos cursos de medicina
Porky agora está seguro no Canadá. Créditos foto: “National Post”.
Mais duas universidades canadenses concordaram em parar de usar animais vivos no treinamento de estudantes de medicina, marcando o fim desta prática no país, afirmou o principal grupo médico de direitos dos animais, que impulsionou a campanha para a mudança.Médicos e outros residentes de trauma da Universidade de Sherbrooke e do Hospital do Sagrado Coração, ambos em Québec, começaram a praticar em simulares computadorizados da fisiologia humana, ao invés de utilizarem porcos e cachorros, relatou o canadense “National Post”.
Isso significa que nenhuma das 22 universidades canadenses e hospitais que ofereciam o curso avançado de suporte ao trauma usará animais a partir de agora, disse o médico John Pippin, relações públicas do Comitê Médico para uma Medicina Responsável, de Washington. No último ano, o uso de animais no treinamento de estudantes de medicina quase cessou, ele disse.
“Nós estamos confiantes que o Canadá, Deus os abençoe, está tomando o rumo certo”, disse Pippin.
O Comitê também apoia dietas veganas e vegetarianas, pesquisas mais éticas e humanas e pelo fim do uso de animais no estudo médico e na educação. Embora eles tenham conexões com o PETA, o grupo baseia seus argumentos mais em termos de uma saúde e ciência melhores, do que no que é bom para os animais.
As mudanças nos cursos de trauma foram controversas, embora a Universidade de McMaster em Hamilton ter cessado o uso de animais no ano passado, queixando-se que muitos estudantes acharam os simuladores uma má escolha e que a política só mudou após pressão das associações estado-unidenses.
As universidades de veterinária também disseram que as condições em que os porcos viviam – incluindo o uso de anestésicos pelos estudantes enquanto eram operados e o seu assassinato após a retomada de consciência – eram muito mais humanos do que a matança para alimentação humana.
A Universidade de Sherbrooke foi pressionada pelo Comitê a abandonar o uso de animais no treinamento de estudantes, mas só optou pelo uso dos simuladores após as mudanças feitas em outras universidades, disse o médico Pierre Cossette, professor da Universidade de Sherbrooke.
“É o melhor jeito, falando em termos educacionais, de se ensinar e de se aprender”, ele disse. “Para nós, era muito fácil… o fato de isso ter ajudado a salvar muitos animais foi uma boa coisa.”
Não só os simuladores – bonecos sofisticados ligados a um computador – mimetizam a anatomia humana, mas eles também providenciam um feedback eletrônico para que os residentes saibam o resultado de seu trabalho, disse Cossette.
Uma série de estudos que pesquisaram a opinião dos residentes sugeriram que os simuladores são ao menos uma boa alternativa aos animais vivos. Um estudo da Força Aérea Estado-unidense publicado neste ano, entretanto, mostrou que os residentes que treinaram em animais tiveram mais vantagens de aprendizado do que os estudantes que treinaram em simuladores.
O Comitê está apostando em um objetivo que é exponencialmente mais controverso do que o primeiro: acabar com o uso de animais em toda a pesquisa médica.
Fonte: ANDA
Por Camila Arvoredo (da Redação)quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Justiça proíbe UEM de usar animais em experiências
FOLHA.COM 19/10/2011 13h05
A Justiça Estadual do Paraná suspendeu preventivamente o uso de cães da raça beagle em experiências científicas na UEM (Universidade Estadual de Maringá).
A decisão acata pedido do Ministério Público do Paraná, que acusou a universidade de maus-tratos contra animais.
Os beagles são usados em experimentos de periodontia e implantodontia, porque têm os tecidos da boca semelhantes aos dos humanos. De acordo com a UEM, os animais têm entre um e dois anos de idade e, após os experimentos, são acompanhados por até seis meses. Depois, são sacrificados com uma overdose de anestésico.
O Ministério Público afirma que os cachorros são mantidos "em condições precárias de higiene" e recebem doses insuficientes de anestésico, passando por "sofrimento óbvio e desnecessário".
A universidade nega os maus-tratos e afirma que os protocolos de pesquisa são feitos para anular sofrimento dos cães, e que todos os procedimentos passam pelo crivo do comitê de ética em pesquisa da instituição.
O juiz da 5ª Vara Cível de Maringá, Siladelfo Rodrigues da Silva, entendeu que "os preceitos mínimos de cuidado com os animais não estão sendo observados" pela UEM, com base nos fatos apresentados pelo Ministério Público.
"A lei [...] possibilitou que pesquisadores pudessem realizar experimentos científicos em animais desde que não haja outro meio alternativo capaz da obtenção dos mesmos resultados", afirmou o juiz. "Porém, as pesquisas científicas realizadas pela ré já estão sendo empregadas em humanos."
A decisão, que suspendeu o uso de cães beagle e de qualquer outro animal pelo curso de odontologia, é liminar (tem caráter temporário) e vale até que se julgue o mérito da ação. Silva determinou multa de R$ 5.000 por dia caso haja descumprimento da determinação.
A UEM informou que não foi notificada da decisão e que, portanto, não vai se manifestar a respeito.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
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